A ESPIROMETRIA COMO EXAME E ORIENTAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA

Autor:
Prof. José da Rocha Cunha

 

A espirometria não é um exame recente; existe há mais de 4 décadas e vem se modernizando, tornando-se um teste operacionalmente fácil e com muito mais praticidade. Alguns pontos ainda necessitam ser aprimorados, mas isso não impede a aplicabilidade qualitativa da prova.
A abrangência da espirometria é imensa e, apesar de não ser um exame diagnóstico, colabora de forma relevante para a investigação do(s) possível(eis) distúrbio(s), assim como para as propostas terapêuticas.
Para o fisioterapeuta, o teste vem abrindo uma perspectiva ampla de mercado, pois, cada vez mais, é solicitado pelos centros investigativos, que o profissional de fisioterapia realize o exame. Entretanto, a proposta do curso de espirometria não está limitada à execução pura e simples da prova; nosso objetivo é capacitar, de forma qualitativa, a realização e a interpretação do exame, pois a base da testagem é avaliar a mecânica ventilatória, tema direcionado à nossa formação. Desta forma, pelo embasamento anátomo-fisiológico, clínico e biomecânico inerente à nossa categoria, estamos plenamente aptos a atuar nessa frente com toda a segurança e qualidade inerentes às exigências de um exame consciente e responsável.
Ainda somos poucos, mas, gradativamente, mais fisioterapeutas têm demonstrado interesse nessa direção e precisamos conscientizar a todos que se interessam sobre a relevância desse teste. Possuimos legislação específica pelo coffito que nos garante autonomia nessa prática e, quanto maior for a capacidade dos profissionais, mais sedimentada tornar-se-á essa atuação.
Sabe-se que, na graduação, muitos acadêmicos nem ouviram sobre o tema, e isso, em parte, explica o aparente desinteresse; mas, depois que conhecem, essa visão muda totalmente.
Além de tudo o que citei acima, temos um outro ponto de extrema importância, a covid-19. É muito importante que os pacientes recuperados dêem continuidade ao tratamento fisioterápico respiratório e cinesiológico de forma ampla, pois as sequelas são variáveis e o tratamento deve ser abrangente. As situações não obedecem um padrão, mas a situação respiratória mecânica e obstrutiva são preponderantes. Torna-se, então, fundamental o acompanhamento espirométrico(além de outros), pois ajudará na visão evolutiva e nas propostas fisioterápicas ao longo do tratamento.
Como podem ver, temos um leque aberto de alternativas a partir da realização da espirometria e ótimas oportunidades de sedimentação da atuação do fisioterapeuta nesse espaço. Pensem sobre isso, e venha engrossar essa fileira de profissionais capacitados nessa área, além das amplas perspectivas de pesquisas científicas que podem daí derivar.
Aguardo vocês ansiosamente! Abraço.

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