REVISTA BLOG | v.1, n.3, novembro/dezembro | 2022
REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7301961
COMO GARANTIR UM EXAME DE ESPIROMETRIA DE BOA QUALIDADE?
Autora:
Profa. Dra. Maria Amélia Rodrigues1
A realização adequada de um exame de Espirometria leva a menores erros na interpretação. Mas como garantir a melhor realização de um exame? Como evitar, ou pelo menos diminuir as chances de falsos-positivos e falsos-negativos?
Atingir os critérios de aceitação e reprodutibilidade de uma curva fluxo-volume é essencial para atingir esse objetivo.
Para isso, usar termos básicos no comando verbal durante a realização ajuda o paciente a entender a manobra adequadamente. Devemos enfatizar as solicitações sem estressar o paciente. Usar o recurso da linguagem corporal de maneira enfática também é extremamente válido. Segundo Enright, 2003 essa é a melhor forma de melhorar a qualidade das espirometrias.
Para uma curva aceitável exigimos que ela atinja os 3 seguintes critérios de aceitação:
-inspiração máxima inicial, que determina o restante da manobra, por isso considerada a fase mais importante;
-exalação máxima atingindo o pico de fluxo máximo. O esforço do paciente deve ser o mais intenso que ele puder;
-tempo expiratório suficiente até atingir o platô na curva volume-tempo.
Para atingir os critérios de reprodutibilidade, a diferença entre os maiores valores de CVF e VEF1 não devem ser superiores a 150ml.
A maioria das manobras não reprodutíveis, tem uma variação no esforço inalatório durante a primeira fase, a de inalação máxima.
E a população idosa e pediátrica conseguem atingir esses critérios da mesma forma?
Sim. Por volta de 3/4 dessas populações são capazes de atingir testes níveis de graduação A ou B já no primeiro exame.
Outras questões que devem ser verificadas para garantir a acurácia do teste: integridade dos sensores de volume e temperatura do aparelho. Questões do espirômetro podem ser menos comum de interferir na qualidade do teste, mas devem ser checados com frequência.
REFERÊNCIAS:
Enright, PL. How to make sure your spirometry tests are of good quality. Respir Care. 2003;48(8):773-776.
Ruppel GL, Enright PL. Pulmonary function testings. Respir Care. 2012; 57(1):165-175.
¹Graduada em Fisioterapia – PUC Campinas, Pós-graduada em Fisioterapia em Pneumologia – UNIFESP, Pós-graduada em Fisioterapia aplicada à Neurologia Adulto – UNICAMP; Mestre e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Translacional – UNIFESP.
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